Corrida de sapos

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HISTÓRINHA

Corrida de sapos

No dia 31 de dezembro se reuniam os sapos e as rãs do pântano para uma competição anual. O objetivo era chegar ao alto de uma montanha antes da meia-noite.
Ao entardecer, começa a briga com os saltos dos competidores, que não deixavam de sorrir, com a esperança de ganhar o prêmio da corrida.
A multidão de curiosos não acreditava que pudessem alcançar o cume, e assistiam com desconfiança a corrida de sapos e rãs. Então, começaram a dizer em voz alta:
– Esses sapos não vão conseguir. É impossível. Que pena. A montanha é muito alta. Não serão capazes.
Os sapos mais velhos desistiam, desanimados pelos comentários dos outros: “É verdade, não podemos, não vale a pena seguir adiante”, assegurou convencido o primeiro. “A montanha é muito alta”, disse outro, enquanto um terceiro acrescentou: “Além disso, não temos tempo”.
Diante dos permanentes e crescentes comentários negativos dos expectadores, outros sapos também foram cedendo, convencidos de que se tratava de uma missão impossível. Apenas um pequeno sapinho não deixava de saltar, com um sorriso de orelha a orelha.
Então, todas as palavras e observações de desânimo se centraram no sapinho. Às vezes em coro, diferentes animais lhe diziam com gosto:
– Nem precisa se esforçar, não vale a pena; você é muito pequeno; se outros não puderam, você menos ainda. Para que se cansar? É inútil, não vai chegar. Já não tem tempo.
Porém o sapinho seguia saltando, sem se deixar influenciar pelos presságios negativos, enquanto os sinos começavam a indicar o término do tempo. Porém, antes da última badalada da meia-noite, o sapinho atravessou a linha de chegada, diante dos aplausos e admiração de todos os animais do pântano.
As câmeras e os holofotes o cercaram. Os jornalistas lhe perguntavam qual foi o segredo para alcançar a meta e vencer as predições e opiniões negativas.
O sapinho não respondia. Insistiram para que ele revelasse o segredo. Então, o sapinho retirou um papel em que estava escrito: “Sou surdo”.

História tirada do Livro “Como Evangelizar com parábolas” de José H. Prado Flores e Ângela M. Chineze – Editora Canção Nova, 2008 – 6ª edição.

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