Quatro velas

Quatro Velas

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HISTÓRINHA

Quatro velas

Em uma ampla sala, quatro velas compartilham sua luz em uma tarde de verão.
Quando o crepúsculo suavizou as cores e as sombras apareceram, um triste diálogo surgiu entre elas.
A primeira vela disse, entre soluços:
– Eu sou a paz… Eu não sei o que faço acesa neste mundo. Os homens preferem a guerra, a violência e o terrorismo. Eu, melhor, me apago… E foi morrendo…
A segunda vela afirmou com decepção:
– Eu sou a verdade… Já não sirvo para nada neste universo. As pessoas preferem viver na mentira e no engano. Sou excluída e mentem tanto uns aos outros. Eu já não tenho nada que fazer neste planeta. Melhor, vou desaparecer deste mundo…
A terceira vela se levantou com tristeza:
– Eu sou o amor… Eu já não tenho forças para permanecer viva. As pessoas já não creem no amor: os casais se divorciam e as famílias se dividem. Reina o egoísmo em tantos lugares. Prefiro extinguir-me… E foi-se apagando…
Davi, um menino de sete anos, entrou lentamente na sala que era iluminada tenuemente pela última vela. Ficou com medo e começou a chorar.
– Tenho medo. Desapareceu a paz, a verdade e amor. O mundo, meu mundo está nas trevas. Não quero viver neste caos tão escuro.
A última vela, a única que continuava acesa, iluminou as lágrimas de seus olhos e lhe disse:
– Davi não chore, não tenha medo. Enquanto eu permanecer acesa, posso acender todas as velas que estiverem apagadas. Eu sou capaz de dar luz outra vez à paz, à fé e ao amor.
O menino perguntou:
– Você é capaz de acender outra vez a luz da paz, da fé e do amor? Quem é você?
A vela respondeu:
– Davi, eu sou a Esperança. Enquanto permanecer acesa, nem tudo está perdido.
O menino repetiu:
– Você é a esperança. Enquanto permanecer acesa, nem tudo está perdido?
– Com minha luz se pode acender outra vez a paz, a verdade e o amor.
O menino pegou a vela da esperança e acendeu as outras três, enquanto proclamava: “Com a esperança conseguimos acender todas as velas apagadas”.
As outras velas repetiam em coro: “Com a esperança se acendem todas as velas apagadas.”

História tirada do Livro “Como Evangelizar com parábolas” de José H. Prado Flores e Ângela M. Chineze – Editora Canção Nova, 2008 – 6ª edição.

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