O elefante amarrado

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HISTÓRINHA

O elefante amarrado

O circo nacional russo festejava, com grande alegria, o nascimento de seu primeiro elefantinho em cativeiro, que se tornou a atração principal. Adultos e crianças, ricos e pobres, gozavam diante do pequeno grande animal que se sentia a estrela do espetáculo.
Mas era tão travesso e inquieto que o diretor do circo mandou que o amarrassem em uma estaca com uma corda. No começo, o elefantinho tentou se libertar, puxando a corda com muita força, porém sem êxito algum. Machucou tanto a pata, que desistiu de puxar a corda.
Diante da dificuldade, parou de tentar; e assim, todas as noites, dormia amarrado à pequena estaca de madeira.
Os anos foram passando e o elefantinho foi crescendo e crescendo, até se transformar num poderoso animal, que no espetáculo do circo, quebrava correntes e empurrava um caminhão de carga. Porém, ao término do serviço, simplesmente voltavam a amarrá-lo na mesma corda, desgastada pelo tempo, e na mesma estaca de madeira, que foi apodrecida pela água.
Bastava que o monumental animal puxasse a corda para livrar-se dela ou simplesmente desenterrasse à estaca. Porém já estava programado para obedecer as regras de uma tradição que se havia transformado em programa de vida.
Fizeram-lhe acreditar que não podia ser livre; e o pobre elefante chegara à conclusão de que era inútil buscar a liberdade. E assim vivia preso a uma frágil corda e uma pequena estaca de madeira que eram mais fortes e poderosas em sua mente do que realmente eram.
Programaram-no, mas também ele se deixou programar, a ponto de aceitar e pensar que não podia ser livre.

História tirada do Livro “Como Evangelizar com parábolas” de José H. Prado Flores e Ângela M. Chineze – Editora Cânção Nova, 2008 – 6ª edição.

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