Carta a Deus

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Não sou de comentar as histórinhas, mas esta de modo especial comentarei.

Se você fosse Martin, faria uma nova coleta para completar o equivalente aos 120 reais que faltaram?

O pessoal dos correios foram mal interpretados e julgados e não mereciam isso, e por isso talvez parariam nisso, mas imagine se eles continuassem e completassem o dinheiro que faltou, segue o que foi meditado no livro em que a história foi tirada:

– Se o fizesse, restabeleceria o prestígio de Deus, que ficou em dúvida.
– Se o fizesse, mudaria a imagem dos empregados do correio.
– Se o fizesse, faria feliz uma velhinha em seu último ano de vida.
– Se o fizesse, sua mão direita não saberia o que faz a mão esquerda; e teu Pai, que vê em segredo, o recompensaria (Mt 6, 4).
– Se o fizesse, não dependeria dos outros para fazer o bem.

Que nós não paremos de fazer o bem quando não formos reconhecidos.

Um abraço a todos!

Versão em Texto:

HISTÓRINHA

Carta a Deus

Martin trabalhava no escritório do correio número 23 de Manágua, Nicarágua, e seu trabalho era processar as cartas que tinham o endereço ilegível.
Um dia, chegou a suas mãos uma carta com escrita tremida, dirigida a Deus; sim, a Deus mesmo, porém não tinha endereço algum. Com essa correspondência não chegaria a lugar nenhum, Martin decidiu abri-la para ver do que se tratava.

Querido Deus, sou uma viúva de 84 anos que vive de uma pequena pensão. Ontem alguém roubou minha bolsa que continha todo dinheiro do mês, e agora vou ter que esperar até o ano novo.
O próximo domingo é Natal e havia convidado duas amigas minhas para celebrar meu aniversário, que pressinto ser o último nesta terra, de qualquer forma, me consola que o próximo o celebrarei contigo na glória. Porém, sem dinheiro, não poderei oferecer-lhes nada. Minha dispensa está vazia, sem alimentos. Tu és o único que tenho, minha única esperança. Sei que nestas datas tens muitas obrigações, porém poderias me ajudar de acordo com Tuas possibilidades?

Com votos sinceros, Natália.

Foi tal o impacto causado pela carta, que Martin decidiu mostrá-la a seus amigos de trabalho. Todos ficaram emocionalmente tocados pela simplicidade e confiança da anciã e começaram a pegar dinheiro em suas bolsas e carteiras. Ao final da tarde, haviam conseguido reunir o equivalente a 680 reais para enviá-los à Natália.
Martin, com um gesto de generosidade além de suas possibilidades, colocou mais o equivalente à 200 reais, somando o equivalente à 880 valiosos reais.
Todos os empregados-cooperadores experimentaram uma sensação de satisfação que talvez não haviam sentido há muito tempo, presenteando, desinteressadamente, uma alegria à Natália e às suas amigas. Além disso, foi realizado de forma tão discreta, que nunca ninguém perceberia o nobre coração dos empregados do correio.
O Natal veio e se foi. Alguns dias depois, chegou ao escritório do correio outra carta de Natália. Reconheceram-na imediatamente pela escrita e por se dirigir a Deus em pessoa. Abriram-na e todos, com curiosidade, escutaram o que Martin lia:

Querido Deus, com lágrimas em meus olhos e com profundo agradecimento de coração te escrevo estas linhas para dizer-te que minhas amigas e eu passamos um dos melhores natais de nossas vidas, graças ao teu maravilhoso presente. Claro que faltaram dinheiro (equivalente à 120 reais). Talvez era tudo o que tinhas, porém eu suspeito que os empregados do correio roubaram, já que são uns ladrões e sempre fazem isso.

História tirada do Livro “Como Evangelizar com parábolas” de José H. Prado Flores e Ângela M. Chineze – Editora Canção Nova, 2008 – 6ª edição.

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