Violinista Paganini

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HISTÓRINHA

Violinista Paganini

Era uma vez um grande músico chamado Nicolo Paganini, nascido em Gênova, Itália, em fins do século XVIII, que foi considerado o melhor violinista de todos os tempos.
                Alguns pensavam que ele era mago, outros diziam que era muito estranho; e não faltavam aqueles que suspeitavam de que possuía qualidades sobrenaturais.
                As fascinantes notas que saíam de seu violino tinham um som cativante que hipnotizava o auditório. Por isso, ninguém queria perder a oportunidade de presenciar seu espetáculo.
                Certa noite, o palco da Scala de Milán estava repleto de admiradores, sedentos para escutá-lo. A orquestra entrou no cenário e foi aplaudida. O diretor foi aclamado. Mas, quando a figura de Paganini apareceu no palco, o público delirou de entusiasmo.
                Paganini colocou seu violino no ombro e o que se escutou foi indescritível: tons graves que se misturavam com finos agudos. Fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias pareciam ter asas e voar ao contato de seus dedos encantados.
                De repente, um ruído estranho surpreendeu a todos. Uma das cordas do violino de Paganini havia se rompido. O diretor marcou um alto, a orquestra parou, o público ficou aflito, porém Paganini continuou tocando e arrancando sons deliciosos de um violino com problemas. O diretor e a orquestra, elevados, reiniciaram o acompanhamento.
                Pouco depois, a segunda corda do violino de Paganini se rompeu. O maestro parou novamente e a orquestra se deteve. Como se nada tivesse acontecido, Paganini esqueceu as dificuldades e continuou criando sons do impossível. O diretor e a orquestra, impressionados, voltaram a tocar.
                Pela sobrecarga do esforço, uma terceira corda do violino de Paganini se rompeu. O professor se paralisou, a orquestra se deteve, a respiração do público se conteve, porém, Paganini continuou produzindo melodiosas notas.
                Como um mago, cria uma belíssima melodia da única corda que sobrava no seu violino. O diretor se animou e a orquestra se motivou. O público passou do mudo silêncio à euforia. Paganini alcançou a glória.
                O nome Paganini corre atrás dos tempos como o símbolo do profissional que continua a caminhar diante do impossível.

História tirada do Livro “Como Evangelizar com parábolas” de José H. Prado Flores e Ângela M. Chineze – Editora Canção Nova, 2008 – 6ª edição.

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